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Un enfant de 6 ans enroulé dans une couverture sur un canapé, un plateau de lit avec un cahier d'activités et des crayons de couleur, une main de parent rajustant la couverture.

Prenda para uma criança doente: como distraí-la sem a cansar

Uma prenda para uma criança doente tem de caber numa cama e em pouca energia: sete ideias pensadas para a convalescença, e três que falham sempre.

Lorène Winckel

Lorène Winckel

Escolher uma prenda para uma criança doente exige inverter todos os reflexos habituais. Queremos distraí-la, por isso pensamos em algo grande, colorido, que a ocupe. No entanto, uma criança com febre ou em convalescença tem muito pouca energia e um espaço limitado, na cama ou no sofá. Um brinquedo ambicioso torna-se então mais uma fonte de frustração.

Aqui ficam sete ideias pensadas especificamente para esta situação, com o que costuma correr mal.

O que muda quando uma criança está doente em casa

Juntam-se três limitações, e são elas que explicam a maioria das prendas falhadas. Primeiro, o espaço: tudo tem de caber num tabuleiro ou por cima do edredão. Depois, a energia: a capacidade de concentração cai para poucos minutos seguidos.

Por fim, o tédio, que é na verdade a questão principal. Uma criança de cama sente falta da vida social muito mais do que de atividades. Na prática, não quer apenas ocupar-se, quer que alguém fique junto dela. A melhor prenda tem muitas vezes em conta esta dimensão.

Vale a pena dizer isto com clareza: dependendo da doença, é melhor optar por algo que se lave ou se deite fora. Alguns serviços e algumas situações impõem regras de higiene rigorosas. Por isso, pergunte antes de oferecer um peluche grande.

Três ideias para ocupar sem esgotar

1. O caderno de atividades feito aos bocadinhos

Labirintos, pontos a unir, desenhos para colorir, procurar e encontrar. Faz duas páginas, depois pára, depois retoma uma hora mais tarde. Assim, nenhuma sessão exige aguentar mais de cinco minutos. Conte entre cinco e doze euros.

2. O tabuleiro de jogos magnético

Damas, jogo do galo, labirinto de bolinhas magnéticas. Nada cai quando a criança se vira, o que resolve o principal problema de jogar na cama. Além disso, joga-se a dois, o que cria uma oportunidade de ficar com ela.

3. O audiolivro ou a história gravada

Quando os olhos cansam ou a cabeça anda à roda, ouvir continua a ser possível. Uma gravação de uma história lida por alguém próximo funciona ainda melhor do que uma gravação profissional. De facto, é a voz familiar que acalma, não a qualidade do som.

Grande plano de um caderno aberto sobre um edredão, cheio de desenhos infantis a lápis de cor, uma pequena mão a virar uma página.

Duas ideias para quebrar o isolamento

4. O caderno de mensagens dos amigos

Um caderno que fazem circular na escola ou entre os pais. Cada um escreve três linhas ou faz um desenho. A Zoé, de seis anos, releu o seu vinte vezes durante a semana em que teve varicela. Ora, esta prenda custa apenas um caderno e algumas mensagens.

5. A videochamada combinada

Uma chamada marcada com um primo, um avô, um amigo, a uma hora fixa. Embrulhe um pequeno calendário com os horários combinados. No entanto, planeie algo curto: quinze minutos de chamada já cansam bastante uma criança doente.

Duas ideias que acompanham a convalescença

6. O projeto longo que avança todos os dias

Uma maquete simples, tricô de dedos, um herbário, um caderno de desenho temático. Assim, a criança progride um pouco todos os dias, o que dá estrutura a dias que se parecem todos uns com os outros. Além disso, dá-lhe algo para mostrar ao final do dia.

7. O livro em que ela se torna a heroína da sua própria história

O seu nome, o seu rosto, uma aventura feita à sua medida. Ver-se como herói numa altura em que se sente fraco e diminuído produz um efeito especial. Em suma, retoma um papel ativo precisamente quando tudo lhe está a acontecer.

Se a ideia lhe agrada, pode criar a história em que o seu filho se torna o herói. Tenha em conta o prazo de produção: esta prenda acompanha melhor uma convalescença do que uma gripe de três dias.

O que falha quase sempre

O jogo de tabuleiro completo lidera a lista dos fracassos. Exige uma mesa, vários jogadores e uma hora de atenção. Uma criança com febre desiste ao fim de dez minutos, e fica com uma sensação de fracasso.

Segundo erro clássico: a prenda que sublinha a doença. O kit de médico, o livro sobre o hospital, o peluche vestido de enfermeira. A intenção é boa, mas a criança prefere muitas vezes pensar noutra coisa. Em contrapartida, estes objetos funcionam bem antes de uma intervenção já prevista, para preparar a criança.

Terceiro erro: o exagero. Oferecer muito porque a criança está doente cria uma associação que ela vai reter rapidamente. Por isso, mantenha a medida, mesmo quando se sente impotente, o que é muitas vezes o verdadeiro motivo por trás da compra.

Um pai sentado à beira da cama de uma criança, uma mão pousada sobre o edredão, a criança de 7 anos a olhar para ele calmamente.

Uma prenda para uma criança doente não substitui a presença

Os pais com quem falamos dizem todos praticamente o mesmo. O que a criança pede em primeiro lugar é alguém sentado à beira da cama. Ora, um objeto ocupa uma hora, enquanto uma presença preenche o dia inteiro.

Se é um familiar próximo e não um dos pais, o seu melhor gesto está muitas vezes noutro lado: ficar com os irmãos, levar uma refeição, propor duas horas de folga aos pais. No fundo, aliviar o peso dos pais ajuda a criança de forma mais eficaz do que mais um embrulho.

Para preparar uma criança para um tratamento ou uma hospitalização, a associação Sparadrap disponibiliza recursos criados com profissionais de saúde. Uma referência séria quando faltam as palavras.

Vai esquecer-se do brinquedo daqui a quinze dias. Vai lembrar-se de quem ficou sentado ao seu lado.

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