Procurar uma prenda de batizado para um menino leva quase sempre à mesma secção: medalha, pulseira de identificação, taça gravada, tudo em azul. Estes objetos não são maus, mas partilham um defeito. A criança não lhes vai tocar antes dos dez anos, e metade dos convidados teve a mesma ideia.
Aqui ficam oito sugestões organizadas por orçamento, com o teste que realmente importa: o que vai sobrar disto quando ele fizer vinte anos?
O que muda quando o batizado é um menino
Nada, em teoria. Na prática, o mercado do batizado continua muito marcado pelo género, e as lojas oferecem aos meninos uma gama mais limitada: menos joias, mais taças e conjuntos discretos.
Por isso, sair da secção habitual alarga bastante as opções. Um objeto neutro em termos de género funciona na perfeição e evita aquele pequeno desconforto do azul aplicado por defeito. Aliás, todas as famílias que recebem quatro prendas azuis no mesmo dia dizem o mesmo.
Uma prenda de batizado para um menino por menos de 50 euros
1. O livro onde ele vive o seu próprio dia
Uma história com o seu nome, o seu rosto e o padrinho e a madrinha lá dentro. Ele descobre-a por volta dos dois anos e depois pede para a reler porque se reconhece nela. A Real Big Stories cria este tipo de história a partir de uma fotografia. No entanto, conte com cerca de dez dias de produção.

2. A caixa de recordações preenchida pelos convidados
Uma caixa simples, cartões em branco, uma caneta pousada à entrada. Cada convidado escreve uma mensagem para o adulto em que a criança se vai tornar. Na prática, é a prenda de que os jovens adultos mais falam, e custa apenas o preço de uma caixa.
3. A árvore plantada com a sua data
Uma árvore de fruto em casa dos avós, com uma placa discreta na base. Assim, ela cresce com a criança e dá um motivo para voltar. Em contrapartida, certifique-se de que a família não vai mudar de casa nos próximos dois anos.
Entre 50 e 150 euros
4. A pulseira de identificação gravada com a data de nascimento
Mais neutra do que a medalha, resulta tanto numa família crente como não crente. No entanto, não é confortável de usar antes dos seis anos: escolha o tamanho criança em vez do tamanho bebé, e guarde-a até lá.
5. A ampliação fotográfica do dia, em grande formato
Não a fotografia de grupo posada. Aquela tirada durante a cerimónia, em que alguém o segura ao colo e ele olha para outro lado. Emoldurada, com a data no verso, acaba por ficar no seu quarto e, mais tarde, na sua primeira casa.
6. O conjunto de objetos para abrir aos dezoito anos
Uma caixa selada com um jornal do dia, uma carta de cada padrinho e uma moeda do ano. Depois, guarda-se e não se mexe mais nela. De facto, a espera representa metade do valor da prenda.
Acima de 150 euros
7. A medalha de batizado, caso mais ninguém ofereça uma
Continua a fazer todo o sentido nas famílias em que cada criança recebe a sua. No entanto, uma mensagem aos pais antes da compra evita o triplo de repetições, que é o verdadeiro risco desta prenda.
8. A conta-poupança alimentada todos os anos
Menos romântico, mas extremamente eficaz. Um depósito modesto todos os anos, na data do batizado, e o padrinho torna-se aquele que tornou possível a carta de condução ou o primeiro ano de estudos.
O que é melhor evitar
Primeiro erro a evitar: o brinquedo da moda. Vai ficar partido ou esquecido antes do primeiro aniversário, e um batizado merece ser assinalado de outra forma.
Segundo erro a evitar: a roupa de cerimónia no tamanho errado. Oferecida em tamanho de 6 meses quando a criança já usa 12, nunca chegará a servir. Se fizer questão da roupa, escolha dois tamanhos acima e pense na estação seguinte.
Terceiro erro a evitar: o objeto gravado com o nome do padrinho em vez do nome da criança. A prenda pertence ao batizado, não a quem a oferece. Para perceber melhor o papel dos adultos próximos na vida da criança, o site Naître et Grandir publica algumas referências sobre a vida em família.
Quanto gastar quando se é padrinho
Não existe nenhuma regra que fixe um valor, e a margem real vai de trinta a várias centenas de euros, consoante as famílias. No fundo, a única regra é o equilíbrio: evite ofuscar a prenda dos avós ou a do outro padrinho/madrinha.
Uma referência útil: aquilo de que a criança se vai lembrar não é o preço, mas a sua presença constante. Uma prenda modesta seguida de dez visitas vale mais do que um objeto caro e quinze anos de ausência.
Se procura uma recordação que conte a história do seu dia, pode criar o livro do seu batizado.
Daqui a vinte anos, já não vai saber quem lhe ofereceu a taça. Mas vai saber quem escreveu o cartão no fundo da caixa.
