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Dia madrinha e afilhada: 8 ideias nossas para um ritual que dura!

Dia madrinha e afilhada: 8 ideias nossas para um ritual que dura!

Um dia dedicado à madrinha e afilhada vale muitas vezes mais do que outro presente. Oito ideias consoante a idade e a regra simples que cria um ritual.

La rédaction du Petit Héros

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Um dia de madrinha e afilhada resume-se a uma decisão bem simples: tirar a criança do ambiente familiar durante algumas horas. Na prática, sem irmão a reclamar, sem pais a arbitrar, sem arrumar o quarto como pano de fundo. Este cenário basta para criar recordações que três prendas de Natal nunca conseguirão criar.

Falta escolher o que fazer, a que idade, e sobretudo como fazer com que ela queira repetir no ano seguinte.

Porque é que um dia marca mais do que uma prenda

Antes de mais, um objeto arruma-se e substitui-se. Já um passeio transforma-se numa história que a criança conta, e continua a contar aos quinze anos, deturpando os pormenores. É aí que está a diferença: um fica numa prateleira, o outro entra na história da família.

Além disso, a madrinha ganha um lugar só seu. De facto, sem este passeio, ela continua a ser a amiga dos pais que aparece no Natal. Com ele, torna-se alguém com quem acontecem coisas.

Dia de madrinha e afilhada: oito ideias consoante a idade

Dos dois aos quatro anos

Nesta idade, duas horas chegam, e a ambição deve manter-se modesta. Por exemplo, o mercado de sábado de manhã com uma missão bem definida: escolher a fruta do lanche. Ou a quinta pedagógica, onde a criança dá de comer a uma cabra e fala nisso durante três semanas.

No entanto, evite os grandes parques e as filas intermináveis. A Sofia, com três anos, lembra-se do pato que viu de perto, não do zoo inteiro.

Dos cinco aos oito anos

O dia inteiro já é possível, com um almoço no restaurante que marca muito nesta idade. Três fórmulas funcionam bem.

  • O atelier de criação: cerâmica, culinária, sabonetes. Ela volta para casa com um objeto que fez.
  • O cinema seguido do mesmo lanche, sempre no mesmo sítio, sempre à mesma mesa.
  • O passeio a fantasiar: museu, castelo, espetáculo, com um disfarce assumido pelos dois.

Ora, nesta idade, o ritual conta mais do que a novidade. Repetir exatamente o mesmo não é falta de ideias, é aquilo que ela vai pedir.

Depois dos nove anos, quando ela já tem a sua própria agenda

A partir daqui, as coisas complicam-se: amigas, atividades, fins de semana já ocupados. Três fórmulas resistem.

  • O dia que ela organiza inteiramente, com um orçamento anunciado à partida.
  • O concerto ou o jogo, sem os pais, em que a viagem a dois conta tanto quanto o resto.
  • O projeto em várias sessões: aprender a coser, preparar uma receita, planear uma surpresa para os pais.

No entanto, dê-lhe uma escolha verdadeira, sem a corrigir. Uma pré-adolescente sente logo quando a liberdade é apenas de fachada.

O ritual que se repete todos os anos

Eis a única regra que transforma um passeio simpático numa tradição. Marque, portanto, uma data reconhecível: o primeiro sábado das férias de fevereiro, o dia seguinte ao seu aniversário, o domingo antes do início das aulas.

Depois, mantenha um elemento igual de ano para ano. A mesma fotografia em frente à mesma estátua, o mesmo chocolate quente, o mesmo caderno onde ela escreve uma frase no final do dia. Assim, ao fim de cinco anos, esse elemento vale mais do que o próprio passeio.

O que estraga o dia sem falhar

Há três erros que se repetem com frequência. Primeiro, o programa demasiado carregado: três atividades, uma viagem, e uma criança em lágrimas às 16 horas. Uma única coisa, feita com calma, resulta sempre melhor.

Segundo, o dia transformado numa sessão de recuperação educativa. Os trabalhos de casa, a higiene, as boas maneiras em particular: isso não é da sua competência, cabe aos pais. Terceiro, a fotografia constante. Três fotos chegam, o resto vive-se.

E se ela morar longe de si

A distância impede o passeio de sábado, mas não o ritual. Aliás, a chamada de domingo a uma hora fixa funciona, desde que se mantenha essa hora ao longo dos anos. Há madrinhas que leem um capítulo em voz alta todas as semanas, e a criança fica à espera da continuação.

A Naître et Grandir recorda o quanto a regularidade estrutura a vida familiar dos 3-5 anos. Um encontro cumprido vale mais do que uma grande visita improvisada duas vezes por ano.

E para guardar uma recordação dos passeios passados, há madrinhas que criam uma história ilustrada onde a sua afilhada é a heroína, com os lugares e as pessoas que contam.

Tudo isto vale, obviamente, da mesma forma para um afilhado. O nome muda, o mecanismo mantém-se: uma data, um lugar, e vocês os dois.

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