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Un enfant émerveillé se tient près d'une licorne douce dans une prairie enchantée au crépuscule, levant les yeux vers elle.

O universo dos unicórnios: o que ele realmente diz ao seu filho

O universo dos unicórnios vai muito além do cor-de-rosa: fala de ternura, diferença e coragem tranquila para crianças de 3 a 7 anos, meninas e meninos.

Brice Louvet

Brice Louvet

O universo dos unicórnios é, antes de mais, um chifre dourado sobre a cama, uma figura bem apertada durante a noite, um desenho pendurado no frigorífico. Muitos adultos veem nisto apenas um clichê cheio de brilhantes. No entanto, quando a Inês, de 5 anos, dorme com o seu unicórnio de peluche, não está agarrada a algo rosa. Está agarrada a uma promessa: existe uma criatura doce, ao mesmo tempo forte e ternurenta, que não faz mal a ninguém. É isto que este imaginário deposita na cabeça de uma criança.

Por detrás das cores pastel esconde-se uma história muito mais rica. Vejamos o que ela vai deixando, página após página, no coração dos mais pequenos.

Porque é que o universo dos unicórnios fala tanto às crianças

O unicórnio assenta num paradoxo reconfortante. É um cavalo, portanto um animal familiar que a criança reconhece. Mas tem um chifre, por vezes uma asa, uma luz que não existe em mais lado nenhum. Por isso, vive exatamente na fronteira entre o real e o sonho. E essa fronteira, as crianças dos 3 aos 7 anos adoram-na, porque é precisamente aí que também elas vivem.

O psicanalista Bruno Bettelheim recordava, na sua reflexão sobre os contos de fadas, que o maravilhoso ajuda a criança a dar imagens ao que sente por dentro. É esse o trabalho que o unicórnio faz. Encarna uma força que não ameaça, uma doçura que não torna frágil. Por exemplo, uma criança que se sente pequena perante o mundo encontra neste animal uma aliada tranquila, à sua altura.

Um menino de cabelo loiro acaricia suavemente a crina arco-íris de um unicórnio, num gesto ternurento e calmo.

O que o unicórnio sussurra: doçura, diferença, coragem

Primeiro, o unicórnio conta a doçura ativa. Não ataca, apazigua. Quando o Thiago, de 4 anos, faz o seu unicórnio galopar pela sala, está a recriar uma força que protege em vez de atacar. Depois vem a diferença assumida. O unicórnio não é totalmente cavalo, nem totalmente magia. É único, e é precisamente isso que o torna belo. Para uma criança que por vezes se sente diferente das outras, esta mensagem vale oiro.

Há também a coragem serena. O unicórnio das histórias enfrenta a floresta escura, atravessa o rio, consola um companheiro perdido. Contudo, fá-lo sem gritos nem lutas. Avança, calmo, e os obstáculos cedem. Por fim, guarda a sua parte de magia sem nunca se vangloriar disso. Esta discrição agrada imenso aos mais pequenos, que aprendem que o verdadeiro poder não precisa de fazer ruído.

O universo dos unicórnios não tem género

Costumamos, muito rapidamente, arrumar este imaginário do lado das meninas. É um erro. O Lucas, de 6 anos, pode acariciar uma crina arco-íris com o mesmo encantamento que uma pequena amazona. O unicórnio não pergunta se somos rapaz ou rapariga. Pergunta apenas se ainda acreditamos que um cavalo pode voar.

Aliás, nas lendas antigas, o unicórnio acompanhava tanto cavaleiros como princesas. Simbolizava a pureza de coração, não uma cor de quarto. Oferecer este universo a um menino é dar-lhe um herói doce, longe dos modelos que só permitem a força bruta. É uma janela rara e preciosa.

Quando o seu filho se torna o herói da aventura

O unicórnio toca ainda mais fundo quando a criança deixa de o observar de longe. Imagine a Sofia, de 5 anos, a abrir um livro e a descobrir-se a si própria a galopar ao lado da criatura. O seu nome, o seu rosto, o seu próprio unicórnio. De repente, a doçura e a coragem já não estão na história. Estão dentro dela.

É todo o espírito dos nossos livros na Real Big Stories. Pode criar o livro em que o seu filho vive a sua própria aventura de unicórnio, com o seu nome ao longo das páginas. A criança já não lê um conto distante: entra nele. E o unicórnio, desta vez, espera-a mesmo.

Da próxima vez que vir um chifre dourado num caderno, saberá o que ele conta. Nem cor-de-rosa, nem açúcar. Apenas uma criança que aprende, com doçura, que pode ser ao mesmo tempo ternurenta e forte.

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